Experiências profissionais de treinadoras de basquetebol atuantes em Santa Catarina

  • Andréia Fernanda Moletta IELUSC
  • Marilda Morais da Costa
  • Luciana de Angeloni Borges

Resumo

Além da dificuldade de acúmulo de funções, as mulheres ainda se deparam com a baixa remuneração, dúvidas sobre sua capacidade, conhecimento e discriminação. Ao associar com o esporte, a aceitação feminina é imensa, pois no universo desportivo predominava a imagem masculina, enquanto a feminina era mera espectadora e torcedora, diversas vezes como líder de torcidas. Conforme um estudo realizado com treinadores de basquetebol de Santa Catarina de uma amostra de 19 treinadores, verificamos que houve um número maior de mulheres participantes. Em virtude disso, nos instigou a identificar as experiências profissionais das treinadoras de basquetebol atuantes em Santa Catarina. A presente pesquisa consiste em uma investigação quantitativa e qualitativa do tipo descritiva, considera um recorde de estudo maior, referente a construção da identidade pessoal e profissional dos treinadores de basquetebol de Santa Catarina. Para este estudo participaram foram 11 treinadoras formadas em Educação Física Licenciatura e/ou Bacharelado, as quais apresentavam cadastro na Federação Catarinense de Basketball, estivessem participados do Campeonato Estadual em 2016 e com atuação no mínimo 1 ano frente a equipe a qual estava representando. As treinadoras responderam um questionário com perguntas abertas e fechadas, via formulário google enviado por e-mail ou entregue a versão impressa na Clínica para Técnicos do projeto “Basquete para o amanhã” da Federação. Utilizamos para a análise dados a frequência das informações e a média aritmética. Também foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humano – CEP da Faculdade IELUSC pelo parecer nº 1.980.774. A cidade de atuação das treinadoras compõe diferentes regiões do estado de Santa Catarina, como no litoral (n=4); nordeste (n=1); vale do Itajaí (n=2); sul (n=2); e oeste (n=2). O tempo de atuação nesses locais é no máximo 14 anos e mínimo um ano, média de seis anos de experiência. E as categorias atuantes predominou-se em sub 12, 13 e 15 em equipes masculinas e femininas. Outro fator de destaque dessas treinadoras apenas uma está na função como concursada, as demais encontram-se em vínculo a partir de contrato. Além disso, seis apresentam pluriemprego: instrutora de academia; professora de basquetebol no ambiente escolar; e professora de Educação Física. E apenas duas não apresentam experiência como assistente de treinador e todas apresentaram vivência como atleta desta modalidade. Notou-se que as treinadoras apresentaram experiência como técnica da modalidade, as quais não são vivências recentes, pois também estiveram em função de assistente de treinador. Percebemos que atualmente atuam em mais de um campo de trabalho, isso demonstra a inserção expressiva das mulheres no mercado de trabalho na área da Educação Física, bem como a mudança de perspectiva da como figura doméstica. Enfim, considerando que a função do treinador esportivo por muito tempo mostrou-se dentro da sociedade uma função masculina, ainda podemos identificar essa predominância em algumas modalidades esportivas, principalmente as coletivas. Na realidade catarinense podemos identificar a presença de as treinadoras atuam não apenas em equipes femininas, e sim, estão à frente de equipes masculinas, mostrando a admissão da mulher no treinamento desportivo independente do gênero.

Publicado
2019-06-26